Como contratar um copywriter (sem errar no modelo)
4–5 minutos

Em algum momento, quase todo negócio (maduro) chega à mesma conclusão:

“Eu preciso de um Copywriter.”

O problema é que essa frase costuma vir sozinha. Logo depois dela aparece uma dúvida silenciosa:

como contratar um Copy?

CLT, freelancer, projeto fechado, mensalidade, consultoria, parceria…  As opções existem, mas quase ninguém explica o que muda, de fato, em cada uma delas.

E é aqui que muita gente erra.

Na maioria das vezes, o problema não é o texto. É o modelo de contratação desalinhado com a expectativa criada.

Antes de falar de modelos, um ajuste de expectativa

Copywriter não é um redator genérico que “dá um jeito” no texto e nem alguém que resolve produto ruim, oferta confusa ou estratégia inexistente.

O papel do Copy é organizar mensagens para gerar ação. E o modelo de contratação define até onde esse papel pode ir.

É por isso que entender os formatos disponíveis muda completamente o resultado.


Copywriter freelancer por projeto

Esse costuma ser o primeiro contato de muitas empresas com copywriting.

Funciona de forma simples: existe uma demanda específica, um escopo definido e um prazo claro. O Copy entra, executa aquele projeto e encerra o trabalho.

Normalmente, esse modelo aparece em páginas de venda, sequências de e-mails, anúncios ou campanhas pontuais.

O que dá para esperar aqui é foco na execução: o Copy resolve aquele problema específico, mas não acompanha a evolução do negócio.

Esse formato funciona bem quando a demanda está clara e o negócio já tem direção.  Ele começa a falhar quando o briefing muda o tempo todo ou quando se espera que o copy “descubra” o que a empresa ainda não organizou internamente.


Copywriter freelancer recorrente (mensal)

Aqui, o Copy deixa de ser apenas alguém que executa um job isolado.

Ele passa a acompanhar o negócio por um período, com entregas contínuas e ajustes ao longo do tempo.

É comum nesse modelo trabalhar com e-mails frequentes, conteúdos estratégicos, otimização de páginas e melhorias graduais na comunicação.

A grande diferença é o contexto: com o tempo, o Copy entende melhor o público, o produto e os objetivos.

Esse modelo funciona melhor para negócios que já estão rodando e precisam de consistência, não de soluções pontuais.

É quando o Copy começa a atuar menos como “mão” e mais como “cabeça”.


Copywriter contratado como CLT ou fixo

Em empresas maiores, startups ou times de marketing mais estruturados, o Copy costuma fazer parte do time.

Nesse cenário, ele participa de reuniões, acompanha métricas de perto, interage com produto, tráfego, design e vendas.

A comunicação passa a ser construída no longo prazo.

O ganho aqui é profundidade – o Copy entende a marca como ninguém.

Mas existe um ponto crítico: esse modelo só funciona bem quando a empresa já tem clareza estratégica.

Sem isso, o Copy vira um solucionador de urgências, apagando incêndios em vez de construir mensagem.


Copywriter estrategista ou consultor

Esse é um modelo menos óbvio — e, por isso mesmo, muito mal compreendido.

Aqui, o Copy não é contratado para escrever tudo. Ele entra para organizar o pensamento antes do texto existir. Trabalha com diagnóstico, estrutura de mensagem, posicionamento, argumentos e diretrizes.

O resultado não é apenas um texto pronto, mas um norte claro para toda a comunicação.

Esse formato costuma funcionar melhor quando o negócio cresceu, acumulou textos, campanhas e conteúdos, mas perdeu clareza ao longo do caminho.

Menos execução. Mais decisão.


Copywriter como parceiro de crescimento

Em alguns casos, o Copy se envolve de forma muito mais profunda.

Isso acontece quando a comunicação é parte central do negócio e o Copy participa de decisões estratégicas, ofertas e direcionamento. Às vezes, há participação em resultados. Às vezes, o envolvimento é quase societário.

Esse modelo é mais raro, mas existe — especialmente em negócios digitais, lançamentos e produtos que dependem fortemente de narrativa e persuasão.

Aqui, o Copy não escreve “para” o negócio – ele constrói o negócio junto.


Onde a maioria das contratações dá errado

O erro mais comum é tratar todos esses formatos como se fossem iguais.

Quando isso acontece, surgem frases como:

  • “o copy não entendeu meu negócio”
  • “o texto ficou bom, mas não vendeu”
  • “copywriting não funciona”

Na prática, o que falhou foi o alinhamento.

Antes de contratar, a pergunta mais importante não é “quanto custa um copy”, mas:

o que eu preciso agora: execução, continuidade ou estratégia?

Essa resposta define o modelo certo.


Conectando com o “quando contratar um copywriter”

Se no outro artigo a conversa foi sobre o momento ideal, aqui está o complemento natural.

Depois de entender quando contratar um Copy, é preciso entender como contratar.


No fim, contratar um copy não é sobre formato. É sobre clareza.

Texto bom nasce de clareza.  Contratação boa também.

Quando expectativa, modelo e papel estão alinhados, o copywriting deixa de ser promessa e vira ferramenta real de crescimento.

Se quiser, no próximo artigo posso aprofundar:

  • quanto cada modelo costuma custar no Brasil
  • como avaliar um copy antes de fechar
  • sinais de alerta em propostas e promessas

Se fizer sentido, seguimos.


Eu sou a Karine!

E te convido a saber mais sobre Copywriting, Conteúdo e o mundo do Inbound Marketing!

Quer seguir minhas redes?