Em algum momento, quase todo negócio (maduro) chega à mesma conclusão:
“Eu preciso de um Copywriter.”
O problema é que essa frase costuma vir sozinha. Logo depois dela aparece uma dúvida silenciosa:
como contratar um Copy?
CLT, freelancer, projeto fechado, mensalidade, consultoria, parceria… As opções existem, mas quase ninguém explica o que muda, de fato, em cada uma delas.
E é aqui que muita gente erra.
Na maioria das vezes, o problema não é o texto. É o modelo de contratação desalinhado com a expectativa criada.
Antes de falar de modelos, um ajuste de expectativa
Copywriter não é um redator genérico que “dá um jeito” no texto e nem alguém que resolve produto ruim, oferta confusa ou estratégia inexistente.
O papel do Copy é organizar mensagens para gerar ação. E o modelo de contratação define até onde esse papel pode ir.
É por isso que entender os formatos disponíveis muda completamente o resultado.
Copywriter freelancer por projeto
Esse costuma ser o primeiro contato de muitas empresas com copywriting.
Funciona de forma simples: existe uma demanda específica, um escopo definido e um prazo claro. O Copy entra, executa aquele projeto e encerra o trabalho.
Normalmente, esse modelo aparece em páginas de venda, sequências de e-mails, anúncios ou campanhas pontuais.
O que dá para esperar aqui é foco na execução: o Copy resolve aquele problema específico, mas não acompanha a evolução do negócio.
Esse formato funciona bem quando a demanda está clara e o negócio já tem direção. Ele começa a falhar quando o briefing muda o tempo todo ou quando se espera que o copy “descubra” o que a empresa ainda não organizou internamente.
Copywriter freelancer recorrente (mensal)
Aqui, o Copy deixa de ser apenas alguém que executa um job isolado.
Ele passa a acompanhar o negócio por um período, com entregas contínuas e ajustes ao longo do tempo.
É comum nesse modelo trabalhar com e-mails frequentes, conteúdos estratégicos, otimização de páginas e melhorias graduais na comunicação.
A grande diferença é o contexto: com o tempo, o Copy entende melhor o público, o produto e os objetivos.
Esse modelo funciona melhor para negócios que já estão rodando e precisam de consistência, não de soluções pontuais.
É quando o Copy começa a atuar menos como “mão” e mais como “cabeça”.
Copywriter contratado como CLT ou fixo
Em empresas maiores, startups ou times de marketing mais estruturados, o Copy costuma fazer parte do time.
Nesse cenário, ele participa de reuniões, acompanha métricas de perto, interage com produto, tráfego, design e vendas.
A comunicação passa a ser construída no longo prazo.
O ganho aqui é profundidade – o Copy entende a marca como ninguém.
Mas existe um ponto crítico: esse modelo só funciona bem quando a empresa já tem clareza estratégica.
Sem isso, o Copy vira um solucionador de urgências, apagando incêndios em vez de construir mensagem.
Copywriter estrategista ou consultor
Esse é um modelo menos óbvio — e, por isso mesmo, muito mal compreendido.
Aqui, o Copy não é contratado para escrever tudo. Ele entra para organizar o pensamento antes do texto existir. Trabalha com diagnóstico, estrutura de mensagem, posicionamento, argumentos e diretrizes.
O resultado não é apenas um texto pronto, mas um norte claro para toda a comunicação.
Esse formato costuma funcionar melhor quando o negócio cresceu, acumulou textos, campanhas e conteúdos, mas perdeu clareza ao longo do caminho.
Menos execução. Mais decisão.
Copywriter como parceiro de crescimento
Em alguns casos, o Copy se envolve de forma muito mais profunda.
Isso acontece quando a comunicação é parte central do negócio e o Copy participa de decisões estratégicas, ofertas e direcionamento. Às vezes, há participação em resultados. Às vezes, o envolvimento é quase societário.
Esse modelo é mais raro, mas existe — especialmente em negócios digitais, lançamentos e produtos que dependem fortemente de narrativa e persuasão.
Aqui, o Copy não escreve “para” o negócio – ele constrói o negócio junto.
Onde a maioria das contratações dá errado
O erro mais comum é tratar todos esses formatos como se fossem iguais.
Quando isso acontece, surgem frases como:
- “o copy não entendeu meu negócio”
- “o texto ficou bom, mas não vendeu”
- “copywriting não funciona”
Na prática, o que falhou foi o alinhamento.
Antes de contratar, a pergunta mais importante não é “quanto custa um copy”, mas:
o que eu preciso agora: execução, continuidade ou estratégia?
Essa resposta define o modelo certo.
Conectando com o “quando contratar um copywriter”
Se no outro artigo a conversa foi sobre o momento ideal, aqui está o complemento natural.
Depois de entender quando contratar um Copy, é preciso entender como contratar.
No fim, contratar um copy não é sobre formato. É sobre clareza.
Texto bom nasce de clareza. Contratação boa também.
Quando expectativa, modelo e papel estão alinhados, o copywriting deixa de ser promessa e vira ferramenta real de crescimento.
Se quiser, no próximo artigo posso aprofundar:
- quanto cada modelo costuma custar no Brasil
- como avaliar um copy antes de fechar
- sinais de alerta em propostas e promessas
Se fizer sentido, seguimos.
