Recentemente, um colega Copywriter me parou e disse: “Nossa, como você consegue fazer o CHATGPT fazer o que você quer?”
Confesso que fiquei confusa – afinal, as IAs servem exatamente para facilitar a nossa vida, ou seja, fazer o que precisamos.
Ele me explicou que nunca consegue gerar bons prompts e que os textos que cria sempre são genéricos ou iguais aos dos concorrentes.
Pensando nisso, decidi compartilhar algumas técnicas que uso para criar prompts para o meu CHAT e, de quebra, abrir meu LinkedIn para você me mandar o seu prompt e eu avaliá-lo.
Eu explico TUDO para meu Chat.
O ChatGPT responde de acordo com o nível de clareza que você oferece. Nisso, antes de começar uma tarefa, eu explico detalhadamente tudo que sei sobre ela, tudo que espero dela e como penso que pode ser feita. É como se eu estivesse brifando alguma coisa para alguém que não faz ideia do que estou falando.
Prática errada
“Escreva uma copy persuasiva sobre meu produto.”
Resultado: texto genérico, cheio de frases vagas e promessas amplas.
Prática certa
Antes de pedir qualquer texto, você define o papel do chat.
Exemplo de direcionamento:
“Responda como um copywriter experiente, com tom direto, didático e sem clichês. Escreva para um público que já entende marketing, mas quer clareza. Evite promessas exageradas e jargões vazios.
Meu produto é X, serve para Y, as pessoas falam AZ sobre ele e quero que destaque N.”
Resultado: o rascunho já nasce mais próximo do que você escreveria – mas ainda precisará da sua análise.
Tenho documentos de tom de voz para cada cliente já definidos.
Repetir instruções toda vez é perda de tempo.
O que acelera de verdade é ter um documento-base com:
- tom de voz
- estilo de parágrafo
- palavras que você evita
- tipo de CTA
- exemplos de escrita que representam você
Prática errada
Explicar o tom “no improviso” a cada novo pedido – ou nem explicá-lo.
Resultado: inconsistência, retrabalho e ajustes infinitos.
Prática certa
Criar um documento simples e dizer:
“Use este documento como referência fixa de tom de voz em todas as respostas.”
Resultado: consistência imediata e menos correção depois.
Uso o Chat para estruturar antes de escrever.
Pensar cansa mais do que escrever.
Prática errada
“Escreva o texto final sobre esse tema.”
Resultado: você recebe algo que até funciona, mas não reflete seu raciocínio.
Prática certa
Pedir ajuda antes do texto existir.
Exemplo:
“Organize esse tema em uma estrutura lógica de copy, sem escrever o texto ainda.”
Resultado: você começa a escrever com o caminho claro, sem travar na página em branco.
Penso no Chat como um assistente de rascunhos, finalizando manualmente.
O ChatGPT é ótimo para começar, mas péssimo para finalizar.
Prática errada
Usar a primeira resposta como texto definitivo.
Resultado: copy correta, mas sem personalidade.
Prática certa
Usar o chat para gerar a base e assumir o refinamento.
Você edita:
- ritmo
- cortes
- escolha de palavras
- decisões estratégicas
Resultado: velocidade sem abrir mão de autoria.
Dou feedbacks como se fosse um ser humano, nada de “falta um tcham”.
O chat aprende rápido quando o feedback é claro.
Prática errada
“Não gostei. Refaz.”
Resultado: nova versão igualmente genérica.
Prática certa
Feedback específico.
Exemplo:
“Esse trecho ficou longo e abstrato. Quero mais objetividade e menos adjetivos. Não mude o tom geral.”
Resultado: ajustes cirúrgicos, não tentativas aleatórias.
Separo as tarefas em etapas organizadas.
A forma mais eficiente de usar o ChatGPT é em etapas.
Prática errada
Usar o chat apenas uma vez e encerrar.
Prática certa
Usar como apoio ao longo do processo:
- organizar ideias
- gerar rascunho
- revisar clareza
- encurtar trechos
- testar alternativas
Resultado: menos esforço mental e mais consistência.
Uso o Chat como um crítico às minhas próprias ideias.
Uma função pouco explorada é usar o chat para apontar falhas.
Prática errada
Pedir apenas para “melhorar” o texto.
Prática certa
Pedir análise.
Exemplos:
“Onde esse texto fica confuso?”
“Onde o argumento enfraquece?”
“Que objeções não estão sendo tratadas?”
Resultado: você enxerga o texto de fora, rápido.
Sabe qual é o erro que todo mundo que usa o Chat comete?
Querer velocidade sem critério.
Quando o chat decide tudo, o texto perde intenção, estratégia e personalidade.
A ferramenta acelera quem já sabe escrever. Ela não substitui pensamento.
No fim, o ChatGPT acelera — mas não decide
Ele ajuda a ganhar tempo, organizar ideias e reduzir atrito, mas a direção, julgamento e responsabilidade continuam sendo suas.
Ainda chegará o dia onde ele conseguirá ler nossos pensamentos e criar textos 100% humanizados e perfeitos para serem usados de primeira, mas, enquanto ele ainda é um assistente digital, vamos continuar revisando as criações manualmente, está bem?
Agora, três desafios práticos
Desafio 1 — crie seu próprio prompt
Usando tudo o que você leu aqui, escreva um prompt-base que defina:
- personalidade do chat
- tom de voz
- público
- o que deve ser evitado
Objetivo: criar um prompt reutilizável para seus próximos textos.
Desafio 2 — escreva uma copy com um prompt pronto
Use este prompt exatamente como está:
“Responda como um copywriter experiente. Escreva de forma clara, direta e sem clichês. Use parágrafos curtos, linguagem acessível e foco em decisão. Evite promessas exageradas e jargões vazios. Crie um rascunho de copy sobre um creme redutor de medidas de cabeça pós uso errôneo de canetas emagrecedoras, pensando em ajudar o leitor a entender, confiar e agir.”
Depois, edite manualmente o texto.
Desafio 3 — teste seu nível de maturidade
Envie este blogpost para um copywriter mais experiente que você e pergunte:
“O que você faz diferente disso no seu processo?”
Se a conversa render, você está no caminho certo.
