Você já passou pela situação de contratar um copywriter e, na prática, ele não foi tão eficiente quanto você pensou?
Isso é mais comum do que parece e um dos principais problemas é não saber o que está além do portfólio.
Mas como descobrir se um copywriter é realmente bom ou só escreve de forma convincente?
Aqui eu não vou focar só nas técnicas que ele precisa ter, mas em outros sinais também, como o comportamento, processo de criação e a maturidade profissional dele.
Leia se não quiser perder tempo com contratações ineficientes.
O que realmente define um bom copywriter
Antes de olhar para o texto, é preciso entender uma coisa: copywriting não é sobre escrever bonito. É sobre gerar movimento.
Um bom copywriter escreve com intenção estratégica. Ele sabe para quem está falando, em que estágio da jornada essa pessoa está e qual ação precisa acontecer ao final.
Isso aparece no texto, em forma de construção lógico.
Você percebe quando:
- Existe uma dor bem definida.
- O argumento evolui de forma progressiva.
- A solução é apresentada como consequência natural.
- A chamada para ação não parece forçada.
Clareza é o primeiro sinal de maturidade.
Criatividade vem depois.
Técnica não é opcional
Um copywriter experiente deixa rastros técnicos no próprio texto.
A abertura ativa uma situação real.
O meio desenvolve tensão ou desejo.
O final organiza a decisão.
Mesmo que ele não cite frameworks, você enxerga estrutura.
Além disso, ele antecipa objeções. Explica diferenças, justifica valor, reduz risco percebido…
Se o texto parece apenas “persuasivo”, mas não demonstra compreensão de mercado, é sinal de superficialidade.
O que observar na conversa antes da contratação
Aqui muitos clientes erram. Eles avaliam só o portfólio, mas o comportamento do profissional diz tanto quanto o texto.
Um copywriter estratégico começa fazendo perguntas. Ele quer entender:
- Quem é o público real, não o ideal.
- Qual é a principal métrica do projeto.
- Onde a conversão trava hoje.
- Qual é o ticket médio.
- Quais tentativas já falharam.
Se o profissional pula direto para proposta e preço, sem diagnóstico, algo está faltando.
Quem escreve para converter precisa pensar antes de escrever.
Processo transmite segurança
Outro ponto pouco observado: organização.
Um copywriter maduro explica como trabalha. Define etapas. Estabelece prazos. Deixa claro o que está incluso e o que não está.
Isso aumenta percepção de profissionalismo.
Não é burocracia. É previsibilidade.
Clientes compram segurança tanto quanto compram texto.
Soft skills que elevam a percepção de valor
Técnica resolve conversão. Soft skills sustentam relacionamento.
Observe se o profissional:
- Consegue discordar com argumento.
- Explica decisões estratégicas.
- Escuta com atenção.
- Assume limites com honestidade.
- Traduz conceitos complexos em linguagem simples.
Copywriting é parceria estratégica e se a comunicação já é confusa antes da contratação, dificilmente ficará clara depois.
Experiência que realmente importa
Anos de mercado ajudam, mas não são tudo.
O que fortalece a percepção de valor é a profundidade.
Participação em lançamentos, campanhas completas, projetos com diferentes níveis de funil ou integração com tráfego e produto indicam visão sistêmica.
Copy isolada raramente gera grandes resultados.
Quando o profissional entende o ecossistema — mídia, posicionamento, dados, oferta — ele escreve com mais precisão.
Sinais de alerta (as famosas red flags)
Alguns comportamentos merecem atenção:
- Promessas exageradas de resultado.
- Foco excessivo apenas em criatividade.
- Ausência de processo claro.
- Dificuldade em explicar escolhas.
- Poucas perguntas estratégicas.
Em síntese
Saber se um copywriter é bom antes de contratá-lo não depende apenas de gostar do texto.
Depende de perceber três coisas:
- Clareza estratégica no que ele escreve
- Capacidade analítica no que ele pergunta
- Maturidade profissional na forma como conduz o processo.
Quando esses três pilares aparecem juntos, a chance de erro diminui drasticamente.
Se você estivesse contratando hoje, qual desses pontos mais pesaria na sua decisão?
